terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A BARCA DE PEDRO NÃO SOÇOBRARÁ




José Siebra de Oliveira (sem data)

            No curso da HISTÓRIA da HUMANIDADE, do seu início aos nossos dias, sempre nasceram homens predestinados para, como fontes de luz e calor, como sal e fermento, difundir o bem e a verdade, defendendo, por outro lado, das investidas do MAL, os bons costumes.
            Existiram os PATRIARCAS e os PROFETAS, antes de CRISTO, encerrando-se a série dos seus precursores com JOÃO BATISTA, que anunciou a VINDA DO REINO DE DEUS, com CRISTO e os APÓSTOLOS.
            Depois, surgiram S. JOÃO CRISÓSTOMO, Sto. AGOSTINHO, S. TOMÁS DE AQUINO, S. FRANCISCO XAVIER, S. FRANCISCO DE ASSIS, Sto. INÁCIO DE LOIOLA, S. VICENTE DE PAULO, bem como muitos outros que, como teólogos, filósofos, missionários, fundadores de ordens religiosas, viveram e lutaram, como HEROIS, pela defesa e pregação do CRISTIANISMO.
            Cumprem-se, assim, as palavras de CRISTO: "EU ESTAREI CONVOSCO ATÉ O FIM DO MUNDO."
            A IGREJA, sempre enfrentando grandes tempestades, como a BARCA do lago, vem tendo permanente assistência de CRISTO e do ESPÍRITO SANTO.
            Nesta última metade de século, que vivemos, CRISTO parecia dormir e a IGREJA estava ameaçada de um grande naufrágio, isto por frieza e indiferença dos cristãos, pelo avanço, na vida social, do pragmatismo, pelo exemplo desedificante de alguns sacerdotes, pela escassez de vocações, pela força poderosa de atração dos veículos de corrução e dos ambientes de degenerescência.
            Os verdadeiros cristãos sentem-se desanimados. A BARCA parece afundar. CRISTO chega na HORA. NÃO TEMAIS: ESTOU CONVOSCO!...
            Surgem os movimentos de CURSILHOS de CRISTANDADE. Como de pequeninos grãos de mostarda, nascem e crescem, tornando-se árvores frondosas, onde as aves do céu vêm cantar nos seus ramos e construir os seus ninhos.
            Multiplicam-se em todas as nações.
            Realmente, são prodigiosas e inúmeras as conversões realizadas pelos CURSILHOS.
            No MUNDO, no BRASIL, no CEARÁ, no CRATO, têm sido numerosas e admiráveis as conversões e não somente conversões, pois observamos uma intensa recristianização dos CRISTÃOS, antes caídos na indolência, na frieza, na imobilidade espiritual.
            É certo que alguns empolgaram-se nos três dias de CURSILHOS e, no quarto dia, na continuação da vida no lar, no trabalho, na sociedade, voltaram a ser a FIGUEIRA ESTÉRIL, não produzindo frutos.
            A minoria, entretanto, guarda, no espírito, o calor e a luz, recebidos nos três dias de CURSILHO e, como apóstolos, continuam defendendo a verdade revelada.
            Nos CURSILHOS, aprende-se a viver o verdadeiro AMOR.
            A alma enche-se de ARDOR, fortalecendo a fé.
            A BARCA DE PEDRO, vitoriosa, vai singrando as águas, sempre revoltas e ameaçadoras, mas com assistência de CRISTO  e do ESPÍRITO SANTO, até o fim dos SÉCULOS.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A Esperança





(autoria atribuída a José Siebra de Oliveira, 19/08/1979)

            Nestes dias, aqui passados, recebemos uma grande bagagem de doutrina, de ensinamentos. Montamos a nossa máquina para o grande trabalho da plantação, do trato e da colheita, que é a vitória na batalha final. Resta-nos, agora, ter esperança na salvação, ou melhor, viver a salvação, desde já, iniciada nesta vida, a qual foi conquistada pela vida, paixão e morte de CRISTO, para cada um de nós, salvação que se prolongará de acordo com a nossa fé e as promessas de DEUS, por toda a eternidade.
            Lembremo-nos, entretanto, de que somos livres, e DEUS, não obstante tenha dado a cada um dos homens, pela REDENÇÃO, o direito à visão beatífica, respeita a nossa liberdade e deixa que, por espontânea vontade, completemos a obra da salvação.
            DEUS, que nos criou sem nós, não nos salvará sem a nossa cooperação.
            SEREI BREVE SOBRE O ASSUNTO.
            Antes, para sermos vigilantes da conservação de nossa fé e de nossa esperança, façamos algumas considerações.
            Amanhã, não seremos mais CURSILHISTAS, o que devemos ser é CRISTÃOS AUTÊNTICOS.
            Viveremos, lá fora, o nosso quarto dia, o SALDO DE NOSSA EXISTÊNCIA, no mesmo mundo de antes, convulsionado por guerras, terremotos, inundações, divórcios, abortos, assassinatos, suicídios, misérias, fome, injustiças, exploração do HOMEM pelo HOMEM, supervalorização das máquinas e aniquilamento da pessoa humana.
            Estes fatos são, todos os dias, relatados nos jornais, rádios e pelas televisões.
            EM COMPENSAÇÃO, teremos, por outro lado, o apoio e o conforto de um outro mundo cheio de bondades que não aparecem, que não se exibem, de virtudes ocultas, silenciosas, de muita espiritualidade que neutraliza e SUSTÉM O BRAÇO DE DEUS, por amor aos justos, como teria sido sustido contra SODOMA e GOMORRA, se LOT tivesse encontrado, lá, um só homem bom, conforme DEUS lhe prometera.
            Convivendo com os bons e com a alma aberta para a GRAÇA, conservaremos firme a nossa FÉ, ardente o nosso AMOR, viva a nossa ESPIRITUALIDADE e fortalecida a nossa ESPERANÇA.
            Conservando, assim, acesa e quente a chama de nossa espiritualidade, espargiremos luz e calor, em nossos ambientes, sobre as almas frias e indiferentes, movendo-as com o TESTEMUNHO DE NOSSA VIDA.
            Vivamos, sempre, cheios de DEUS pelos sacramentos, pelo estudo de nossa religião e pela oração.
            Somos fracos. Esquecendo de DEUS, sem recebermos o alimento espiritual, como o corpo o material, definharemos fatalmente, cairemos no abismo. Somos pecadores. Afirmou alguém que o maior santo é o que menos peca.
            É preciso que vivamos numa contínua conversão, sempre nos levantando em nossas quedas e voltando para o PAI, arrependidos e confiantes no seu perdão. O nosso arrependimento, entretanto, nossas boas ações não devem ter por RAZÃO o temor do INFERNO, como o filho que pratica o bem por temor dos castigos paternos. ISTO poderá ser válido, porém não o certo.
            O nosso agir deve ter por base o AMOR DE DEUS que entregou o seu FILHO pela REDENÇÃO DA HUMANIDADE.

            UM ESCLARECIMENTO

            A gravidade dos nossos pecados e o grau de nossa responsabilidade dependem do nosso maior ou menor conhecimento do AMOR DE DEUS, de suas LEIS, e, o que é lógico, da natureza dos atos praticados.
            PARA NÓS, que, por várias vezes, fizemos CURSILHOS, recebendo melhores ensinamentos sobre RELIGIÃO, mais desastrosas serão as nossas quedas.
            PARA OS PADRES, por exemplo, cujos conhecimentos são, sem comparação, mais profundos e mais vastos, das verdades religiosas, muito mais graves serão os seus pecados.
            Os inimigos da IGREJA, os quais, sempre, lhe atiraram lama, diziam, antigamente, que o piso do INFERNO seria todo feito com tonsuras de padres.
            O SACERDÓCIO é sublime, porém muito árduo, exigindo grande heroísmo.
            São FRANCISCO afirmava que a alma do padre deveria ser pura como a água límpida num corpo de cristal. Temeu a ordenação e, por humildade, resolver ser, apenas, diácono.
            É claro que a RELIGIÃO e a IGREJA não têm culpa pela falta de alguns padres. Eles são humanos, são fracos.
            A medicina não é culpada dos crimes absurdos que muitos médicos cometem contra os semelhantes. São os médicos que constituem a MÁFIA DE BRANCO.  
            A JUSTIÇA, uma coisa tão bela, não é responsável pela venalidade de um estarrecedor número de juízes e nem pela corrupção de autoridades outras a quem compete a aplicação, com equidade, das leis e a distribuição reta das rendas nacionais.
            NÃO OLHEMOS PARA A FALTA DOS PADRES, nem dos nossos semelhantes. O que devemos fazer é corrigir as nossas faltas e tirar as traves de nossos olhos, como diz o EVANGELHO, para enxergarmos o cisco nos olhos dos outros.
            Rezemos muito por nós, por nossos semelhantes e, sobretudo, pelos PADRES. Eles necessitam de nosso apoio, de nosso conforto e de nossas orações a fim de que possam guiar-nos no caminho da eternidade.
            LEMBREMO-NOS de que CRISTO escolheu doze apóstolos, UM O TRAIU, OUTRO O NEGOU, Todos o acompanharam, na hora de paz, até a ceia, alguns até o MONTE DAS OLIVEIRAS, Pedro à casa de CAIFAZ, e somente um é mencionado na hora do sofrimento, pelo EVANGELHO, ao pé da CRUZ, ao lado de MARIA, mesmo antes da descida do ESPÍRITO SANTO que deu coragem aos apóstolos até para o martírio.
            Os outros, ainda fracos, temerosos, talvez estivessem no meio da multidão.
            É do ESPÍRITO SANTO que precisamos para não cairmos, para sermos fortes, para esperarmos.
            QUE NOSSA ESPIRITUALIDADE NÃO DESFALEÇA.
            Nossa conversão deverá ser constante, progressiva em busca da felicidade, que só encontraremos em DEUS.
            STO. AGOSTINHO já dizia: – Vós fizestes nosso coração para vós, ó meu DEUS e ele estará inquieto até que repouse em vós.
            MUITOS BUSCAM, ERRADAMENTE, A FELLICIDADE, isto porque não a conhecem.
            Sem esperança, fugindo do sofrimento, do desprazer, da desolação, saturados de todos os bens da terra, por ignorância, procuram a felicidade onde ela não se encontra.
            PARECE UM PARADOXO, mas dizia PASCAL, um grande gênio da humanidade: – O homem, mesmo quando vai enforcar-se, está buscando a felicidade.
            Realmente, há uma certa verdade na afirmação de PASCAL, porém o que se dá é que o HOMEM que pratica tal ato ou está louco ou desconhece, completamente, a finalidade desta vida, a vida transcendental, falta-lhe o conhecimento da verdade, da fé, do amor, da esperança.
            MEUS AMIGOS, tenho inveja de vocês, que ainda são jovens e que, com a graça de DEUS, têm mais oportunidade de serem virtuosos, violentando a natureza, pela virtude, quer dizer, pela violência, pelo autodomínio, pela força de vontade.
            Têm mais ocasiões do que os homens de idade já avançada, de resistência às solicitações da carne para toda espécie de prazeres ilícitos.
            Nesta fase ardorosa da vida, vocês, como carros novos, estão com suas baterias bem carregadas e todas suas peças, inclusive o cérebro, em perfeito funcionamento.
            Como disse, evitando as quedas, violentando a natureza, fazendo o bem, têm ocasião para a prática de grandes atos de virtude, redobrando os talentos recebidos por DEUS.
            DIGO TENHO INVEJA porque sinto que fui aquele servo infiel, imprudente, que não empregou o talento recebido do seu SENHOR, tendo perdido quase toda a minha mocidade cometendo pecados de pensamentos, atos e omissões.
            Por fraqueza de minha natureza, quando me esqueço de DEUS, continuo a cometê-los.
            Na idade avançada, na velhice, os ATOS POSITIVOS de virtude, de violência, de TRABALHO INTENSO, de AÇÃO, são mais fracos do que na juventude, em face da debilidade orgânica.
            Na idade avançada, entretanto, os pecados sempre podem ser GRANDES, pois os maiores pecados são os dos nossos primeiros pais, orgulho, desobediência e desamor a DEUS. Não são os do sexo. O PECADO DO SEXO JÁ O É por estar incluído na desobediência. SE NÃO HOUVESSE LEIS DE DEUS E DA IGREJA QUE REGULAMENTASSE O USO DO SEXO, não haveria pecados neste sentido, pois foi o SEXO feito pelo próprio DEUS para ser utilizado, porém é preciso que compreendamos, de acordo com suas normas.
            Confio no amor de DEUS e no seu perdão para as minhas faltas.
            Que ele me dê sempre suas graças para me levantar e, como o FILHO PRÓDIGO, voltar à casa paterna.
            Para nossa perseverança no bem, devemos procurar conviver em comunidade, com a graça do ESPÍRITO SANTO, sob a orientação de nossos bispos e de nossos padres.
            Tenhamos, pois, esta espiritualidade, esta esperança, simbolizada por uma âncora em porto seguro.

ESPERANÇA

            Esperar é viver a salvação, desde já, iniciada nesta vida e prolongada na eternidade.
            Esta palavra não significa o esperar, muitas vezes, incerto e angustiado, num banco de praça ou de um jardim, por uma namorada, por uma noiva ou por um amigo, o esperar, na garre da FERROVIA, na rodoviária, no aeroporto, por um ente querido.
            Não é o esperar, com euforismo, com a orquestração dos pássaros, uma aurora dourada num campo florido de maio e nem um pôr de sol escarlate tingindo, no outono, de sangue o peito desnudo do céu.
            A esperança de que falamos, é esta fundamentada numa fé inabalável, num amor profundo e desinteressado a DEUS e aos semelhantes, numa doação de todo o nosso ser à causa do EVANGELHO.
            ESPERANÇA é a vivência, com segura convicção, alimentada pela graça superabundante do ESPÍRITO SANTO, com uma inexpressível alegria e indizível paz interior, é a vivência, repito, de uma feliz eternidade, na CASA DO PAI, iniciada nesta vida.
            É esta certeza de que, morrendo com ADÃO, ressurgiremos com CRISTO.
            Somente com fé e amor teremos esta feliz vida de espiritualidade, esta esperança confortadora da ressurreição e da visão beatífica.
            Para alimentarmos nossa fé, nosso amor e nossa espiritualidade, finalmente uma esperança firme, devemos crer, orar e estudar, projetando a nossa luz e o nosso calor de bondade nos semelhantes, por meio do testemunho de uma vida correta.
            ANTES DO MAIS, estudemos a BÍBLIA e, depois, tudo o que se nos oferecer para um melhor conhecimento de nossos deveres religiosos.
            Nossa Inteligência, dom de DEUS, numa busca humilde, sem preconceitos, poderá, mesmo no plano natural, descobrir DEUS, o seu poder infinito, seu amor aos homens, sua eternidade, a sua possibilidade de comunicação conosco, de se revelar à humanidade, poderá, também, descobrir a realidade da alma humana e, por sua natureza, a sua espiritualidade, fato que se conhece pelos efeitos verificados no mundo, nascidos do HOMEM.
            Pelas profecias, com existência muito distante, realizadas na era CRISTÃ, com a vida, paixão, milagres, morte e ressurreição de CRISTO, poderemos descobrir nele um DEUS revelado.
            A teologia não desvaloriza nossa razão, pois é obra de DEUS, podendo, assim, abrindo-nos para a GRAÇA, para o bem, levar-nos à FÉ. 
            No EVANGELHO temos prova disto.
            Quando João Batista, da prisão, mandou seus discípulos perguntarem a CRISTO se ele era o MESSIAS, ele respondeu: – Digam a João que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é pregada a boa nova.
            Noutra parte diz: – Não lhe será dado outro sinal, (aos fariseus), senão o do profeta JONAS. Falava de sua ressurreição, pois JONAS passou três dias no ventre de uma baleia.
            Na ressurreição de LÁZARO, depois de quatro dias de sepultado, ele olhou para o céu e disse: – GRAÇAS TE DOU, MEU PAI, POR ME TERES OUVIDO, mas digo isto pela multidão que me rodeia a fim de que creia que sou seu FILHO, que me enviaste, depois falou assim: "– LÁZARO, VEM PARA FORA!".
            SOMENTE os que não abriram a alma, os que ficaram como copos emborcados no meio da chuva, por estarem cheios de orgulho, de apego às suas maldades, ao poder econômico e aos bens da terra, não acreditaram, porque houve a oposição à graça. Naquela hora, chovia graças superabundantes, ou melhor, HIPERABUNDANTES, para todo mundo que tivesse visto o milagre.
            Hoje continua assim. Não creem os que não se desapegam dos seus interesses, dos seus ódios, de suas paixões prejudiciais, do seu desamor a DEUS e aos SEMELHANTES.
            Se não trancarmos a alma para DEUS, teremos fé, amor, esta esperança inabalável em nossa vitória com CRISTO. Tudo podemos em CRISTO, como disse São Paulo, que, antes, era ferrenho perseguidor dos cristãos e depois se tornou, convertendo-se, no maior apóstolo de todos os tempos, pois andou, sofrendo, sendo preso, apanhando, quase 2.000 quilômetros, em todo o oriente, na Europa, chegando até a Espanha, morrendo decapitado, depois, em Roma, no mesmo dia da morte de São Pedro, que morreu crucificado de cabeça para baixo.
            PARA ALIMENTO DE NOSSA ESPIRITUALIDADE, de nossa confiança, de nossa esperança, lembremo-nos sempre, de que o primeiro santo canonizado da Igreja, antes era um facínora, um ladrão, um salteador. ERA UM LADRÃO QUE SE ARREPENDEU E CONFIOU NO AMOR DE CRISTO. Confiou no seu perdão.
            COMO CHEFE e CABEÇA DA IGREJA, CRISTO fez a primeira canonização, pública, (Nossa Senhora ainda era viva), de um SANTO e canonização de um pecador ainda vivo.
            Isto aconteceu, não com festas e pompas, mas quando CRISTO, na maior intensidade de suas dores, na CRUZ, disse ao bom ladrão: "HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO." Quem poderá duvidar das afirmações de CRISTO?
            Tenhamos, pois, fé, amor, confiança e esperemos, desde já, a nossa salvação, a felicidade eterna, se não entrarmos pelo caminho errado que conduz às trevas exteriores.
FALA JESUS
            No EVANGELHO de São João, apóstolo e contemporâneo de CRISTO, no capítulo 6º, diz:  – É esta a vontade de meu PAI que me enviou, que eu não perca nada do que me deu, mas o ressuscite no último dia. Porque é esta a vontade do meu PAI, que todo o que vê o FILHO e nele crê tenha a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia.
            DEPOIS
            No mesmo EVANGELHO e no mesmo capítulo.
            Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. (Referia-se à morte do espírito). Continuou ESTE (isto é ele), é o pão que desce do céu para que aquele que dele comer, não morra.
            Eu sou o pão descido do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente.
            O PÃO QUE EU DAREI É A MINHA CARNE QUE SERÁ ENTREGUE PELA VIDA DO MUNDO. EU SOU O PÃO VIVO DESCIDO DO CÉU.
            Os judeus, então, disseram: – Como pode este dar-nos a comer sua carne?
            Jesus, em vez de dizer: – Venham cá, vocês não estão entendendo...
            REAFIRMOU: – Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do FILHO DO HOMEM e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Minha carne é verdadeira comida e meu sangue verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Os apóstolos, vendo a sinceridade de JESUS, disseram: – É dura esta linguagem, quem a pode ouvi-la? (eram, ainda, ignorantes).
            JESUS lhes disse: – Isto vos escandaliza? Não quereis, acaso, também, ir embora (Já se vê que ele fala a verdade).
            Depois, na ceia, toma o pão e benze e diz: – Tomai e comei, isto é o meu corpo que é dado por vós. No fim da ceia, tomou o cálice e disse: – Tomai e bebei. Este é o cálice da nova e eterna aliança no meu sangue que será derramado pela salvação do mundo. Tomai e bebei e fazei isto em memória de mim.
            Na carta de S. Paulo aos Coríntios, capítulo 14, primeira carta:
            (CRISTO) apareceu a CEFAS, (Pedro), depois aos doze. Em seguida a mais de quinhentos irmãos, dos quais muitos ainda estão vivos. Depois apareceu a Tiago, depois a todos os apóstolos reunidos e, por último, também a mim, como um abortivo (Humildade de S. Paulo).  
            Cristo ressuscitou dos mortos, continua São Paulo. Por um homem veio a morte, (ADÃO), assim reviveremos todos em CRISTO.
            Todos os demais apóstolos descrevem a ressurreição de CRISTO.
            CONFIEMOS, POIS, SEJAMOS SEGUIDORES DE CRISTO E, UM DIA, CONSEGUIREMOS A VITÓRIA COM ELE.

19.08.1979

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

História Incompleta




 José Siebra de Oliveira, sem data


Pareciam abaladas as virtudes do céu e a terra dissolver-se nos seus elementos.
            As gigantescas árvores milenares retorciam-se e estralejavam na fúria da tempestade que assombrava a floresta densa e escura.
            As águas caiam em cântaros.
            A natureza se debatia em estertores de morte e os raios rasgavam o coração da mata.
            Deus festeja assim o nascimento de um predestinado.
            Uma cabana aparece no meio da confusão ao claro rugido dos relâmpagos.
            Ali uma mulher dá a luz a uma criancinha. Um chão frio servia de cama e uma candeia bruxuleante mostra a placidez e a candura daquelas faces aflitas. Uma índia velha ao seu lado segura a sua mão e sustém no colo a criancinha despida.
            - Yara, toma para ti este menino e guarda-o para o destino que Deus traçou.  Toma este documento e só a ele o entregue na sua maturidade.
            Um instante... um bruto empurrão escancara a porta e um homem que tem os olhos faiscando de ira e o rosto contorcido pelo ódio enfrenta de punhal em punho a pobre mãe indefesa que brada:
- Deus, a Ti encomendo a minha alma e a vida do meu filho!
O monstro brada:
- Miserável! Chegou a tua hora. – e ponto os joelhos no ventre da pobre mulher desfecha-lhe uma terrível punhalada no coração.
A pobre índia em gritos de dor lança-se sobre o carrasco e outra punhalada atravessa-lhe o peito e ela cai de bruços.
Depois apenas o choro da criança que ficara entre os dois cadáveres.
A luz da candeia se apaga, a natureza emudeceu e agora a noite seguia silenciosa.
Vêm os primeiros clarões da autora.
Farejando a amplidão um enorme tigre avança atraído pelo cheiro de sangue. Aproxima-se da cabana. Encontra a porta aberta. Entra e vivo apenas vê aquele pequenino a movimentar os bracinhos, e corre veloz para apanhá-lo nas presas agudas. Já salta sobre a criança e vai apertá-la nos dentes, mas eis que um tiro ouve-se de dentro da mata e o tigre cai morrendo sobre aqueles corpos.  A bala leal e certeira vara-lhe a cabeça.

(sem conclusão)